
A Cannabis medicinal tem sido estudada no tratamento para a epilepsia, uma condição neurológica caracterizada por convulsões recorrentes e incontroláveis.
Você sabia que a primeira autorização de uso no Brasil foi em 2014? E a primeira paciente foi a menina Anny Fisher de Brasília? A Anny era portadora de uma Síndrome rara, chamada CDKL5, que causa crises intensas de epilepsia. Foi a partir deste caso que a Anvisa — Agência Nacional de Vigilância Sanitária — passou a autorizar a importação de medicamentos à base de cannabis. Existe um procedimento para a importação, quer conhecer?
Esta autorização emblemática se deu por conta do potencial do canabidiol (CBD) no tratamento da epilepsia refratária. Estudos já comprovaram que a substância pode reduzir a frequência e a intensidade das convulsões. Em 2018, foi publicado um artigo na revista "New England Journal of Medicine" que mostrou que a administração de uma formulação de CBD (Epidiolex) reduziu significativamente a frequência das convulsões em pacientes com a forma rara de epilepsia chamada Síndrome de Dravet.
O CBD têm se mostrado muito eficiente quando combinado aos medicamentos convencionais, uma das razões é porque a cannabis medicinal ajuda não apenas na redução dos episódios epilépticos mas, também, na qualidade de vida do paciente. A substância reduz a ansiedade e o estresse, auxilia na qualidade do sono e na redução das dores pós-crises.
Além disso, tenha sempre em mente que o uso da cannabis medicinal ainda é controlado no Brasil. Em muitos países, sua utilização para fins medicinais está regulamentada a nível federal, mas não podemos simplesmente trazê-los para o Brasil. Isso é crime! Portanto, consulte sempre um médico especialista! Não arrisque a vida de quem você ama.
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